E tudo que sobrou foi um toco de cigarro amassado no cinzeiro branco, uma metade que você largou pra trás, fumou um pedaço e jogou fora, descartou o supérfluo, a casa, malas, livros, cachorro, inclua aí também o cinzeiro branco, você trancando a porta atrás das costas sem nem olhar ou dizer coisa, sobrou o eco exatamente igual àquele que já existia antes de você chegar e encher armários, despensa, minha cabeça com promessas e mentiras, palavras doces e coloridas como os balões que rindo compramos na Lagoa, e soltamos o barbante só para vê-los fugir, achando aquilo tudo muito ...
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