Coitados dos terapeutas. Antes as pessoas chegavam ao consultório com um único problema. Se a relação amorosa não estava bem, tinha o trabalho. Se o trabalho não ia de vento em popa, havia a segurança dos amigos. Se o lar da infância evidenciava traumas e recalques, um romance mantinha o equilíbrio. Existia uma alternância saudável das crises. Não aconteciam ao mesmo tempo. Cada impasse esperava educadamente o outro acabar. Reinava a lógica, a capitulação da esperança, o desenvolvimento gradual das descobertas. O curativo apresentava um foco, um ponto de partida. Hoje os pacientes aparecem com toda a personalidade fragmentada, abarcando ...
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