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OMS se posicionou mais uma vez pelo fim da violência obstétrica

No dia 23 de setembro de 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tornou pública uma declaração oficial para a prevenção e eliminação da violência obstétrica nas instituições de saúde de todo o mundo!

“No mundo inteiro, muitas mulheres sofrem abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto nas instituições de saúde. Tal tratamento não apenas viola os direitos das mulheres ao cuidado respeitoso, mas também ameaça o direito à vida, à saúde, à integridade física e à não-discriminação.”, diz a abertura da publicação.

A declaração oficial está line desde às 14h do dia 23/09, tendo recebido pouca atenção nas mídias sociais (e na própria mídia institucional da OMS) até o final do dia. Trata-se portanto de uma grande novidade que representa um dos mais importantes instrumentos que o movimento contra a Violência Obstétrica dispõe atualmente. Ele é específico e exclusivo, e está disponível para download.

Do inglês, o documento foi traduzido e publicado apenas cinco línguas, incluindo o português. O que sugere que o Brasil ocupa uma posição estratégica para o fortalecimento dos debates institucionais sobre os abusos, desrespeitos e maus-tratos que as mulheres sofrem durante a assistência ao parto.

Nos últimos anos, vimos a violência obstétrica sair de uma situação de extrema invisibilidade para chegarmos até o dia de hoje, que consideramos como o mais importante marco para o reconhecimento da gravidade do problema e a necessidade de seu enfrentamento.

Em abril deste ano, a história de Adelir, retirada de casa trabalho de parto pela polícia e um oficial de justiça para passar por uma cesariana um hospital de Torres, no Rio Grande Sul, mobilizou mulheres todos os cantos do país e culminou com o Projeto de Lei 7633/14, do deputado Jean Wyllys, que tramita na Câmara e pede prioridade à assistência humanizada ao parto. O Brasil é campeão mundial de cesarianas: a média nacional é de 52% sendo que a recomendação da OMS é de 15% dos partos.

Enquanto isso, iniciativas individuais ou coletivas não param de surgir no país para romper o silêncio de mulheres que foram vítimas de violência.

Como você verá, a OMS convoca “maior ação, diálogo, pesquisa e mobilização sobre este importante tema de saúde pública e direitos humanos.” Como somos parte de um grande movimento de mulheres, e porque acreditamos no poder de transformação e impacto que as nossas vozes são capazes de provocar, novamente esperamos que o fortalecimento da discussão sobre a Violência Obstétrica nosso país seja feito a partir da perspectiva das mulheres! Afinal, o cuidado deve ser centrado nossa saúde, nossas escolhas, nossos corpos, nós mesmas.

A OMS exige políticas para promover a assistência obstétrica respeitosa e sugere que algumas medidas sejam tomadas pelos governos no mundo inteiro para evitar e eliminar o desrespeito e os abusos contra as mulheres durante a assistência institucional ao parto. São elas:

  1. Maior apoio dos governos e de parceiros do desenvolvimento social para a pesquisa e ação contra o desrespeito e os maus-tratos
  2. Começar, apoiar e manter programas desenhados para melhorar a qualidade dos cuidados de saúde materna, com forte enfoque no cuidado respeitoso como componente essencial da qualidade da assistência
  3. Enfatizar os direitos das mulheres a uma assistência digna e respeitosa durante toda a gravidez e o parto.
  4. Produzir dados relativos a práticas respeitosas e desrespeitosas na assistência à saúde, com sistemas de responsabilização e apoio significativo aos profissionais
  5. Envolver todos os interessados, incluindo as mulheres, nos esforços para melhorar a qualidade da assistência e eliminar o desrespeito e as práticas abusivas.

Leia na íntegra a declaração da OMS #8211; Prevenção e eliminação de abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto instituições de saúde

The OMS se posicionou mais uma vez pelo fim da violência obstétrica Mulher.

Fonte: Por Mulher

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