Ao contrário do que muitos acreditam, mesmo pequenas quantidades, o álcool pode causar prejuízos à performance, qualidade e segurança no trabalho, pois é uma substância depressora do Sistema Nervoso Central (SNC), e com potencial de gerar dificuldade no auto-controle sobre o consumo e dependência. Seus principais efeitos a curto prazo envolvem: nbsp;
· nbsp;Prejuízo do julgamento e da crítica;
· nbsp;Prejuízo da percepção, memória e compreensão;
· nbsp;Diminuição da resposta sensitiva e retardo da resposta reativa;
· nbsp;Diminuição da acuidade visual e visão periférica;
· nbsp;Incoordenação sensitivo-motora, prejuízo do equilíbrio;
· nbsp;Sonolência;
· nbsp;Alterações do humor, não somente durante a intoxicação como momento erior.
De acordo com o Relatório Global sobre Álcool, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que no Brasil sejam consumidos cerca de 8,7 litros de álcool puro por pessoa, quantidade superior à média mundial. Em paralelo, os dados do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), mostraram que 8% (7,4 milhões de pessoas) admitiram que o uso de álcool gerou efeito prejudicial no seu trabalho, enquanto 4,9% (4,6 milhões de pessoas) relataram já ter perdido o prego devido ao consumo de bebidas alcoólicas. nbsp;
Esse tipo de consumo interfere negativamente na rotina do pregado, estando associado a maior incidência de absenteísmo (faltas), atrasos, acidentes, atritos pessoais, queda no desempenho, entre outros prejuízos. A presa também é prejudicada, com eventuais danos ao patrimônio, custos com demissões e rotatividade da mão de obra, licenças médicas, comprometimento da produtividade da presa e outros.
Nesse sentido, vale enfatizar a importância da prevenção e os benefícios para o pregado e para a presa. “Por meio de programas de prevenção, todos os lados são beneficiados. O trabalhador, por ter acesso a local de trabalho mais seguro e saudável, além de informações adequadas e ajuda de profissional especializado quando necessário. Já a presa, poderá melhorar sua imagem atrelada à responsabilidade social, prevenir custos com saúde, além de aumentar a sensação de identificação do indivíduo com o trabalho, promovendo um ambiente propenso ao crescimento individual e coletivo”, afirma Dr. Arthur Guerra, Presidente Executivo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes no país sobre o tema.
Fonte: Vida

