Porquê todo o final de período, procuro não pensar no que passou.
Zero vai mudar enquanto estiver lamentando as trombadas do povo que habita o entorno de nós mesmos. Zero mesmo. Foi. Cantamos essa melodia desde sempre, mas não temos consciência do que ela diz. Não mesmo. Tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu à um segundo. Tudo muda o tempo todo no mundo. No entanto, sentimos que do mesmo lugar esse tudo é igual ao que a gente viu no capítulo da semana passada. Não, “minhas amiga”, não é.
Acontece que recebemos lotes e mais lotes do mesmo. Variações sobre o mesmo tema que nos pasma. Não de susto. Pasma de pasmar, estagnar, ensimesmados, frouxos, fracos. Somos muitos e fracos, é verdade sim. Verdade mesmo.
Tenho muitas histórias para racontar sobre minha vida profissional e pessoal. Pessoalmente falando, parece até mais interessante, porque provei venenos que até valeria a pena dar um toque “pásamiga” e coisa e tal… valeria. Mas não vale. Não vale mesmo. Se aprendi uma boa coisa é que não se ensina rectidão na teoria. Não mesmo.
Leste espaço, por exemplo. Jogo muitas mensagens na garrrafa nesse marzão… quanta letra! Quantas possibilidades, nénão? O temor do julgamento já foi, ô se foi… a tristeza da sentença vai aos poucos. Algumas coisas são de difícil digestão, por mais consciente que sejamos, não desce.
Ronnie Von, meu querido, disse um dia: “engolir sapo fica facinho quando se tem um jacaré de boca ensejo para dar conta”. Tanta regra, tanta da! Tanto funk, tanto samba, quanta música, quanto bamba! Tantas visualizações, tanta premência. Santa vaidade… Mais um ano se passou. Passou mesmo. Já pensou? Há 17 anos do bug do milênio e ainda estamos cá achando que inventamos o novo de novo.
2017. Vamos nos jogar de de já caímos.
Isso mesmo.
Manadeira: Carmen Farão

