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Combinar esses métodos contraceptivos NÃO te protege e ainda coloca a saúde em risco

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Não é raro que casais procurem associar métodos contraceptivos durante suas relações sexuais com a intenção de reforçar a prevenção de gravidez indesejadas.

Entretanto, se feitas de maneira inadequada, combinações entre contraceptivos podem não contribuir na prevenção de gestações e ainda acarretar problemas à saúde da mulher.

Associar métodos contraceptivos: o que não pode

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areeya_ann/istock

Segundo ginecologistas entrevistado pelo VIX, deve-se evitar a combinação entre métodos cuja interação traga danos aos produtos, assim como a associação entre contraceptivos hormonais.

Camisinha masculina + feminina

Uma situação citada foi o uso simultâneo da camisinha feminina e da masculina durante o sexo. Segundo Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, esse tipo de união entre preservativos não deve acontecer por propiciar prejuízos ao material da camisinha – o que, consequentemente, fará com que os parceiros entrem em contato com secreções genitais um do outro.

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Image Point Fr/ shutterstock

“A camisinha feminina pode ser usada com outro método hormonal. Só não pode ser usada com o preservativo masculino, porque, desta forma, ambas irão rasgar”, explica Oliveira.

Assim, há risco tanto de gravidez indesejada como de transmissão de doenças.

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grinvalds/iStock

Mais de um método hormonal

Quanto à associação entre métodos hormonais, a recomendação é que ela também não aconteça para que efeitos colaterais típicos desses contraceptivos não sejam ressaltados.

“É uma redundância que não tem necessidade. Imagina usar uma pílula de baixa dosagem, que já dá efeito colateral, com mais hormônios de um segundo método que intensifica os efeitos. É uma combinação maior de hormônio”, diz Jairo Iavelberg, ginecologista da BP – A Beneficência tuguesa de São Paulo.

Os hormônios usados em pílulas ou outros métodos contraceptivos podem acarretar manifestações no organismo como náuseas, sensibilidade dos seios, retenção de líquidos, dores de cabeça, aumento de apetite, em alguns casos tornar o corpo mais suscetível a infecções urinárias, ansiedade, insônia, mudanças constantes de humor e na libido – e até trombose.

Quais métodos contraceptivos associar?

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sokoloko/shutterstock

Desse modo, o ideal, segundo os médico, é combinar métodos que aliem a prevenção da gestação e de uma doença sexualmente transmissível (DST). “É o que chamamos de dupla proteção: gravidez e DST”, reforça Oliveira.

Seguindo a lógica da dupla proteção, é possível fazer combinações entre um método contraceptivo hormonal com outro de barreira – ou mesmo entre dois de barreira, desde que a união entre os diferentes produtos não traga comprometimento do material, como o caso das camisinhas citado anteriormente.

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Image Point Fr

Iavelberg sugere que pode-se combinar:

  • camisinha masculina com DIU hormonal ou não hormonal;
  • pílula e preservativo (feminino ou masculino);
  • diafragma e preservativo

Como escolher o método contraceptivo ideal

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SIphotography/istock

No momento de escolher o método contraceptivo tido como ideal – ou seja, aquele que melhor se adequa à vida da mulher –, cabe ao médico e à paciente, em conjunto, avaliarem as condições clínicas e particulares de cada pessoa que busca esse tipo de recurso

“Analisa-se idade, peso, se a pessoa teve trombose de membros inferiores, acidente vascular cerebral (AVC), infarto, se tem alguma doença que pode ter reação cruzada com o anticoncepcional e o grau e vida social dessa pessoa: se solteira, se tem um ou mais parceiros sexuais”, conta Iavelberg.

Métodos disponíveis

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Vadim_design /Shutterstock

Atualmente, existem diferentes métodos contraceptivos disponíveis que ajudam a evitar gravidez indesejadas.

Os recursos podem ser reunidos em quatro grandes grupos:

  1. métodos de barreiras (DIU de cobre, diafragma, camisinha feminina e masculina)
  2. métodos hormonais (anel vaginal, hormônio injetável, implante subdérmico, adesivo hormonal, DIU com hormônio, pílula anticoncepcional)
  3. métodos naturais (coito interrompido, calendário ou tabelinha, análise do muco vaginal, leitura da temperatura corporal) e
  4. métodos definitivos (vasectomia e laqueadura ou ligação das trompas).

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Image Point Fr/Shutterstock

“Todo método tem uma porcentagem de segurança, desde que a paciente o use corretamente”, indica Iavelberg.

Porém, os médicos lembram que os ditos métodos naturais, de ordem comportamental, são de baixa eficácia e por isso devem ser sempre acompanhados de um contraceptivo de barreira durante o sexo. “Com os métodos comportamentais, eu transfiro toda a responsabilidade para a mulher. E isso não é fácil”, comenta Oliveira.

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Fonte: VIX

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