A arte de apresentar projetos financiáveis por empresas privadas
Alguns rituais são potencializadores do sucesso de entidades campeãs na captação de recursos:
- Manter pesquisa permanente na internet e redes sociais: é importante ter uma planilha consolidando informações sobre empresas que financiam projetos sociais: período e forma de apresentação dos projetos; documentação necessária; etapas da seleção; contatos da equipe responsável pelo aceite e avaliação do projeto;
- Saber a filosofia de base social da empresa: editais; visitas agendadas; letreiro atemporal em s; participação em prêmios; etc.
- Saber as linhas de escora social preferenciais da empresa: ensino, cultura, meio envolvente, geração de renda, saúde, etc.
- Saber o padrão de apresentação dos projetos à empresa: se há ou não formulário padrão; os itens que compõem projetos já apoiados pela empresa; quais as informações que a empresa mais valoriza;
- Saber elementos de gestão social valorizados pela empresa: porquê gostam da prestação de contas; que tipo de resultados buscam; porquê esperam ver a comprovação dos resultados; que tipo de despesas não financiam, etc.
O captador de recursos de uma organização sem fins lucrativos, precisa destinar alguns meses de pesquisa para gerar planilhas com estas informações das empresas para os quais os projetos serão apresentados futuramente. Grafar um projeto aleatoriamente, com um texto padrão e apresentá-lo à várias empresas diferentes é um método de captação de recursos já esgotado e incipiente. A instituição precisa conjugar sua própria filosofia de trabalho com os desejos do financiador.
Isto quer expressar que a instituição primeiramente precisa ter verdadeiramente uma desculpa pelo qual luta, com dimensão de atuação e público mira muito definidos. A ideologia é a espírito de uma instituição sem fins lucrativos e isto é muito valorizado pelos financiadores quando da apresentação de um projeto. A entidade não pode perder o foco, se desprender de sua ideologia na expectativa de “lucrar” um financiador. A dica é adequar a linguagem de seu projeto à valorizada pelo financiador, mas nunca se distanciando da filosofia de trabalho da instituição. A ordem lógica é procurar financiadores que apóiem causas idealizadas pela instituição e não o contrário, ou seja, nunca ir mudando de culpa em função de oportunidades que apareçam de financiamento, até porque a instituição precisará provar no projeto sua experiência no tema, sua expertise e de gestores e associados.
A experiência aponta situações que levam ao insucesso na captação de recursos junto às empresas privadas:
– Documentação da instituição insuficiente ou irregular;
– Problemas na conta bancária da entidade ou no CPF da diretoria;
– Falta de letreiro em órgãos obrigatórios em função da atividade exercida;
– Projetos sociais não construídos coletivamente (saídos da cabeça de uma única pessoa da instituição);
– Falta de parceria com parceria com a política pública que é responsável pela temática do projeto social apresentado;
– Falta de conhecimento da legislação que rege a temática do projeto social;
– Inexistência de contador responsável pela instituição para facilitar nos aspectos legais do orçamento do projeto;
– Quadro de recursos humanos (voluntários, associados, diretores) sem condições de realizar tarefa burocrática de prestação de contas;
Estes aspectos estão podem ser exemplos dos principais motivos para não aprovação de projetos sociais na seleção de empresas privadas ou na negativa de renovação de projetos inicialmente aprovados. Conhecendo a lista de problemas nós também estamos diante dos pontos que precisam otimizados pelas entidades sem fins lucrativos para reduzir suas chances de insucesso.
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Manadeira: Social em Foco