Ae, Max e Mariano, vazar vídeo íntimo é coisa de canalha

O vídeo da música “Vou Jogar na Internet” simula uma gravação não autorizada de uma relação sexual

Uma ameaça constante e que ronda silenciosa qualquer garota que se disponha a entrar na brincadeira de fazer um videozinho com o boy na hora H é a n Revange, ou a vingança pornô. Vale também para fotinhos picantes, enviadas enquanto a relação andava quente. O crime consiste, basicamente, no vazamento proposital daquilo que foi compartilhado momentos de intimidade.

Pode ser feito por pura sacanagem, mas costuma ser usado como arma de chantagem afetiva. Como ameaça. No entanto, como todos os delitos que envolvem violência contra mulher, a culpa da vingança pornô costuma recair sobre a vítima. Quem mandou se deixar filmar, né, milha filha? Então vamos esclarecer umas coisinhas: quem vaza vídeo íntimo é canalha, criminoso e único culpado pelo delito. É coisa de homem mau caráter.

E agora aparece uma musiquinha sertaneja fazendo apologia à n Revange. No clipe da música Eu Vou Jogar na Internet, a dupla goiana Max e Mariano, canta, para quem quiser ouvir, “versos” que relatam um tipo de ameaça que já foi responsável por levar vítimas ao desespero e, último caso, ao suicídio. Sente o drama:

Eu vou jogar na internet
Nem que você me processe,
Eu quero ver a sua cara
Quando alguém te mostrar;
Quero ver você dizer que não me conhece.

Você mente que nem sente;
Semana passada mesmo, a gente ficou…
Sem que você percebesse,
Eu gravei de nós um vídeo de amor.

Ao R7, Max e Mariano disseram que não queriam promover o crime de compartilhamento de vídeos íntimos pela internet. Aham….

Os cantores disseram ao R7 que a letra foi mal interpretada e que a proposta era alertar sobre a gravidade desse tipo de delito. Mentira. Em nenhum momento a música critica a atitude do caubói trocado que promete ferrar a vida da ex com a exposição do “vídeo de amor”.

A dupla ainda se disse surpresa com a repercussão, uma vez que a música não é nova. O que é recente é o clipe, lançado no  YouTube na tarde de terça-feira, 7 de abril. Em menos de três horas, o clipe viralizou pela internet e virou motivo para críticas na imprensa e páginas de grupos feministas. Para interromper a repercussão negativa, a própria dupla resolveu tirar o vídeo do ar.

Fica, no entanto, a amarga certeza de que ainda há muito o que ser feito para que esse tipo de atitude e pensamento sejam, de fato, encarados como uma violência brutal contra a mulher. Essa gente que acha bacana defender um negócio desses está por aí, jogando na lama a vida de centenas de garotas. Banir a música não basta. É preciso exterminar essa ideia de que porn revange é um trunfo masculino. Só se for para quem não sabe o que ser homem de verdade…

 

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Fonte: Blog da DB