Afinal, quem sou eu?

O de hoje é uma reflexão que pode ser considerada off topic, mas para mim tem tudo a ver com o tema do . A gente costuma falar sobre maquiagem, cosméticos, moda, tendências e outras coisinhas mais #8211; elementos que, no fim das contas, fazem parte da esfera do eu (o seu eu, o meu eu, o eu da sua amiga e por aí vai).

O que todas nós temos comum é que estamos sempre nos fazendo a mesma pergunta: #8220;quem sou eu?”. Buscamos esse encontro tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro #8211; justamente lançando mão de tantos artifícios para expressar nossa individualidade. A busca pelo eu verdadeiro é, sem dúvida, o desafio de viver.

Por muito tempo, quis ser outra pessoa. Fantasiava com outro corpo, um novo jeito de me expressar, trejeitos que devia melhorar. E ignorava que era tudo isso que me fazia única #8211; e pior: me punia mentalmente por não estar chegando lá (e como estaria?). Estava infeliz porque deixava de lado o meu eu.

E não é fácil mesmo. A vida se encarrega de nos colocar uma série de papéis #8211; filha, namorada, amiga, profissional, mãe #8211; que nos desviam o olhar para o mais importante: a gente mesma. São como camadas e camadas que escondem nossa essência. E sim, elas fazem parte do processo, só não podem virar a interpretação final do que somos.

Numa existência tão cheia de papéis, como fazer então para se encontrar? Os caminhos são muitos e levam a descobertas diferentes, que juntas formam pistas – e somente isso #8211; do que somos de verdade. E essa é a graça da caça ao tesouro que todo mundo precisa perseguir. Parece estranho, mas não nunca virá uma resposta pronta.

Para quem pensa que voltar-se para si é sinal de egoísmo, digo de antemão que não é assim. O eu de que estou falando não é o ego #8211; é o eu vital, essencial, aquele que vibra com a sua verdade interior. Já pensou se todo mundo tratasse de buscar, conhecer e amar o seu eu? Viveríamos num mundo certamente mais equilibrado e melhor.

Vou fazer 29 anos esse mês e digo, de coração, que estou melhor do que nunca. A maturidade traz coisas maravilhosas pra gente. Não precisar fazer parte de tribo (só essa expressão já denuncia a idade, hahahaha) nenhuma, tomar minhas decisões por mim, ter convivido mais tempo minha companhia são algumas delas.

Mas o caminho não é fácil. E eu ainda tenho uma longa jornada pela frente, sem previsão de ver o final #8211; aliás, não quero ver o final. É preciso se entregar e simplesmente estar, como diz uma música do Ludov (que eu já coloquei aqui outra vez) com o trecho: #8220;a viagem é não chegar”. Frase sensata.

Esse é um convite a olhar pro seu interior com mais carinho. Pode ser no silêncio, pode ser avaliando as atitudes que costuma tomar, pode ser experimentando aquilo que dá a chance de te fazer bem. Não sou expert absolutamente nada, mas sei que tentar é a forma de começar.

Bom começo de semana para o seu eu!

O texto acima foi extraído do de . Acesse o no
Afinal, quem sou eu?


Fonte: Coisas De – Resenhas de cosméticos, maquiagem, truques de beleza e um toque de moda. Um de Curitiba!