‘Cansamos de assassinatos’, diz Beyoncé sobre mortes de negros por policiais
Reprodução Beyoncé se manifestou contra morte de americanos negros
Beyoncé se juntou ao rapper Drake e divulgou uma carta aberta em seu oficial protestando contra o assassinato de dois negros inocentes cometidos por policiais nesta semana nos Estados Unidos.
A cantora deixou toda sua revolta manifestada em uma convocação para protestos e resistência contra os atos de violência cometidos com tanta frequência pelas autoridades norte-americanas.
Na noite desta quarta-feira (6), centenas de pessoas foram às ruas em Louisiana pedir justiça pela morte de Alton Sterling, pai e casado, que foi morto por um policial com uma série de tiros. A ação foi gravada e nela é possível ver que Alton sequer se mexeu durante a abordagem.
Por incrível que pareça, enquanto o protesto crescia, outra abordagem policial com morte foi registrada. Em Minnesota, Philando Castile , negro de 32 anos, foi assassinado na frente de sua namorada e filha após ser parado em uma blitz. A ação também foi filmada, neste caso pela própria namorada dele.
O vídeo tem mais de 10 minutos. Nele, é possível ver que Philando avisa ao policial que está armado, mas possui licença para portar o revólver. Logo depois, o oficial pede que ele pegue os documentos pessoais e do carro. Quando ele se movimenta para tirá-los de seu bolso, o agente se assusta e atira nele.
“Estamos cansados e com nojo do genocídio de jovens homens e mulheres em nossas comunidades. Depende de nós resistir e exigir que eles parem de nos matar. Não precisamos de compaixão, mas sim que respeitem nossas vidas”, começa a cantora.
Beyoncé continua.
“Nós vamos nos levantar enquanto comunidade e lutar contra qualquer um que acredita que assassinatos ou quaisquer atos de violência cometidos por aqueles que deviam nos proteger devam ficar impunes. Esses assaltos de vidas nos faz sentirmo-nos desprotegidos e sem esperanças, mas temos que acreditar que estamos lutando pelos direitos da próxima geração, para os próximos homens e mulheres que acreditam no bem”.
Reprodução Os EUA mataram 2 negros desarmados por semana em 2015
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Ela faz questão de deixar claro que a revolta não é contra todos os policiais em geral.
“Essa é uma luta de humanos. Não importa sua raça, gênero ou sexualidade. É uma luta de qualquer um que se sinta marginalizado, que está lutando por liberdade e direitos humanos. Isso não é um manifesto contra qualquer policial, mas contra qualquer ser humano que não valorize a vida. A guerra contra pessoas de cor e minorias precisa acabar. Medo não é uma desculpa, o ódio não vencerá”.
“Todos nós temos o poder de transformar nossa raiva e ódio em ações. Precisamos usar nossas vozes para entrar em contato com políticos e juízes em nossos distritos exigindo mudanças judiciais”.
Beyoncé finaliza orientando seus fãs a enviaram mensagens e telefonarem para seus representantes no congresso e mandando suas condolências para as famílias das vítimas.
“Enquanto rezamos pelas famílias de Alton Sterling e Philando Castile, vamos rezar também para o fim dessa da de injustiça em nossas comunidades”.
Lenny Kravitz também se manifestou
O cantor Lenny Kravitz publicou uma foto usando uma camiseta branca suja de sangue com a palavra #8220;basta!” escrita na parte de cima em seu Instagram. O músico pediu por justiça e afirmou que #8220;policiais ruins deixam a situação feia para policiais bons”.
10 mulheres negras que já foram vítimas de racismo
Taís Araújo, Sheron Menezes, Rihanna, Ludmilla e outras outras artistas negras vítimas de ataques raciais.
Créditos: Reprodução / Instagram
Taís Araújo
Em outubro de 2015, seguidores entraram no Facebook da atriz e a atacaram com dizeres como “cabelo de esfregão” e “gorila de zoológico”. Após os ataques, a hashtag #SomosTodosTaisAraujo bombou nos TTs mundiais.
Créditos: Reprodução / Instagram
Maria Júlia Coutinho
Na página do Jornal Nacional no Facebook, internautas ofenderam a raça da apresentadora e um deles se referiu à Maju como escrava: “Onde compro essa escrava? Na época, o caso gerou revolta nas redes sociais e William Bonner e Renata Vasconcellos saíram em defesa da jornalista.
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Sheron Menezes
Nas redes sociais, a atriz foi atacada com comentários como “negona” e “escrava” e disse que tomaria providências contra os agressores.
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Ludmilla
No Instagram, a cantora foi xingada de “macaca lixo” e respondeu que o seguidor deveria ser preso.
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Cris Vianna
A atriz ou uma foto no Facebook e recebeu comentários do tipo “preta cabelo de bombril” e “ratazana africana”.
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Rihanna
Em 2011, uma editora de uma revista holandesa se referiu à Rihanna como “vadia negra” e pediu demissão após a repercussão do caso.
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Amandla Stenberg
Pelo Twitter, a atriz que interpretou Rue em ‘Jogos Vorazes’ teve que ouvir que “estragou o filme por ser preta”.
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Oprah Winfrey
A apresentadora contou em uma entrevista que foi impedida de comprar uma bolsa de grife em uma loja de Zurique, na Suiça, porque a vendedora não a reconheceu e disse que ela não teria dinheiro para pagar pelo produto.
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Halle Berry
A atriz revelou ao jornal Daily Mail que já foi chamada de “nigger” (termo pejorativo usado para pessoas negras) em Hollywood.
Créditos: Reprodução / Instagram
Mariah Carey
Durante a divulgação do filme ‘O Mordomo da Casa Branca’, no qual a cantora interpretou uma personagem que sofria preconceito, Mariah revelou que na infância tomou uma cuspida no rosto apenas pelo fato de ser negra.
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Fonte: Virgula » Famosos