Doença provoca danos psicológicos e sociais
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)-Regional Ceará comemora nesta quarta-feira, (29/10), o Dia Mundial da Psoríase com ações de esclarecimentos sobre a doença que afeta cerca de 2% da população mundial. Médicos estarão na Praça do Ferreira, das 8 às 12 horas, prestando orientação sobre como identificar a doença, quais os tratamentos, além de ajudar a reduzir o preconceito ao explicar que a psoríase não é contagiosa.
A presidente da SBD-CE e coordenadora da campanha no Ceará, médica dermatologista Maggy Poti, explica que os prejuízos psicológicos e sociais provocados pela doença são enormes. “O preconceito é ainda um dos grandes pecilhos. isso, é tão nbsp;importante o esclarecimento sobre o que é a psoríase, como tratá-la, minimizando os danos ocionais e sociais causados às vítimas do transtorno”, ressalta.
Um dos maiores pesquisadores psoríase no mundo, o dermatologista inglês Alan Menter, diz que a doença causa um impacto devastador na qualidade de vida dos pacientes. “Ela chega a ser tão impactante quanto o câncer e a insuficiência cardíaca. A doença está associada a problemas de coração, diabetes, obesidade, casos de depressão e suicídio”, enfatiza.
A psoríase é uma inflamação da pele que se manifesta por lesões róseas ou avermelhadas recobertas com escamas esbranquiçadas que aparecem, geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. O mal pode se manifestar qualquer fase da vida, mas, na maioria das vezes, se apresenta antes dos 35 anos.
A incidência é a mesma para homens e mulheres. Ela pode ser desencadeada por um arranhão, um corte na pele ou mesmo uma queimadura de sol. Além disso, fatores importantes de estresse, como a perda de um ente querido, insegurança no prego ou brigas com familiares podem provocar a doença. Medicamentos usados no controle da pressão arterial e depressão também influenciam no aparecimento da psoríase.
O tratamento depende do quadro clínico do paciente, variando de aplicação de medicações tópicas, nos casos mais brandos, a tratamentos mais complexos, com laser e remédios imunossupressores. A mais nova e promissora arma no combate à doença são as drogas biológicas, que atuam no sistema imunológico controlando a inflamação.
Fonte: Vida