Luis Felipe Di Mare: fogo e paixão

É Carnaval. É é Dia dos Namorados. Uma folia calorosa anima os dias Londres com o Valentine’s Day e o lançamento do superaguardado 50 Tons de Cinza. No Brasil, o Carnaval joga pra cima os melhores confetes e o povo todo parece viver frenesi. Penso num jogo de opostos interessante. Zero graus versus 40. Monocromia vários tons de cinza versus o multicolorido das fantasias e dos abadas, jantares românticos versus beijos polgados que juram amor verdadeiro – ainda que seja eterno somente por poucos minutos.

Ah, que época boa. Adoro. E curto muito perceber como esses eventos e acontecimentos influenciam o comportamento e também a moda si. A sintonia com o espírito do tempo é o que movimenta as tendências.
Quando o boom da trilogia ainda era só disponível no papel (e também versões digitais) muita coisa mudou.
As mulheres se libertaram e o reflexo foi quase uma nova revolução comportamental.

Apareceram grupos de discussão sobre sexo, linhas de maquiagem, roupas, sem falar nas vitrines que exaltavam as cores e os temas que envolvem a história de E. L. James. A temperatura vai subir e a febre promete voltar.

Em Paris, setembro passado, visitei muitos showrooms para conferir as coleções de verão desse ano. Quase todas as marcas já estavam preparadas para fevereiro. Não estou falando das viagens ao Brasil, afirmo que grandes grifes como Roger Vivier, Christian Louboutin e Charlotte Olympia pensaram direitinho produtos que cairiam como uma luva nas pés das mulheres no Dia dos Namorados.

Nas ruas, a pegada ainda aparece mais discreta, ora bolsas, ora no make. Vale tudo? Talvez sim. Se joguem na sobreposição de peças cinza, se curtam nos restaurantes ou nos blocos, na neve ou na praia.

O Luis Felipe Di Mare: fogo e paixão Donna.

Fonte: Donna