A primeira vez que ouvi falar babybrain foi durante a gravidez de uma amiga. Ela me contou que é super comum as grávidas ficarem mais voadas, esquecidas, sabe? Eu sempre fui uma pessoa meio voada, então imaginava que agora na gravidez ficaria um pouquinho mais, mas a coisa tá ficando perigosa! Há algumas semanas comecei a ver o quanto estava mais desastrada: deixava objetos cair o tempo todo. De cara não liguei tanto, mas depois de deixar uma faca grande de cozinha cair três vezes na mesma semana comecei a ficar incomodada.
Tem as trapalhadas engraçadas também: um dia estava tirando um abacate do plástico do supermercado para guardar, e acabei jogando o abacate no lixo e guardando o saquinho na fruteira. JURO. E pra completar (e me assustar bastante) eu simplesmente ignorei um sinal vermelho enquanto voltava pra casa por um caminho diferente, tive que dar aquelas freadas barulhentas que todo mundo olha pra não bater de frente com um carro que cruzava. Eu estou meio que tentando ignorar também que agora demoro duas vezes mais pra fazer um #8211; cometo tantos erros de digitação que preciso revisar tudo com muita atenção.

Tirando o babybrain a cabeça também está mudando de outra forma: eu, que sempre amei aquela frase “gravidez não é doença” começo a repensar a história. Não que seja doença, né, duh, mas é fato que é uma época diferente e que por mais que eu deteste admitir (só vou falar disso nesse e depois vou fingir que não falei) é sim um limitador. A barriga já não deixa eu abaixar pra pegar as coisas no armário da cozinha, ou mesmo abotoar um sapato. Fico muito cansada e sinto dor se tenho um dia muito agitado. Eu também comecei a ficar com medo de subir banquinhos e afins pra pegar coisas que ficam armários mais altos #8211; desastrada do jeito que estou, vai que caio dali? Melhor não arriscar. Eu já havia me programado para não fazer eventos a partir desse mês e acho que foi uma decisão muito acertada!
Por outro lado é muito divertido ver como nosso corpo vai mudando e se adaptando, e como somos previsíveis… Agora no oitavo mês o cansaço voltou de vez e muito mais intenso do que no trimestre, justamente como todos os textos falavam. Um dia estava tão cansada que achei o telefone pesado ao pegar com as duas mãos, pensa só! Em dias que não consigo descansar um pouco durante a tarde fico parecendo um zumbi, parece que não controlo meu próprio corpo, é muito louco.
Outra coisa que sempre ouvi falar e que tenho observado intensamente por aqui é o tal sentimento de nesting, ou seja, de preparar o ninho. Todas as noites tenho insônia e fico pensando no que falta para ajeitar a casa, e como mudei há cerca de um mês vocês podem imaginar que não é pouca coisa. Fico na madrugada pesquisando preços de cabidinhos, procurando quem faça manutenção mesas, escolhendo papel de parede… É só deitar na cama que a lista de afazeres vem e não consigo me desligar enquanto não acho que adiantei alguma coisa..!
Mas acho bom ter essa lista enorme de tarefas a cumprir porque ela acaba mascarando um pouco a ansiedade, fico tão distraída fazendo o que precisa ser feito que consigo me desligar dos prazos… Sabe quando tá tudo programado pra acontecer nas próximas semanas? Cada peça do quartinho dela chega uma semana, o papel outra, e bem, eventualmente ela, né! Acho que Novembro vou estar mais ansiosa pensando nisso, mas por enquanto tem tanta coisa pra resolver que eu simplesmente estou ignorando que daqui a menos de dois meses teremos um bebê no colo =)
O diário da gravidez tá meio sumido por aqui, eu sei, mas queria que vocês me ajudassem contando o que gostariam de saber durante essa fase! Deixe sua sugestão nos comentários ;D
O O terceiro trimestre Chata de Galocha! | Lu Ferreira, e é de autoria de Lu Ferreira.

