Paralisia Cerebral: saiba mais sobre esta doença que atinge 17 milhões de pessoas
Considerada a desordem motora incapacitante mais comum da infância, a paralisia cerebral acomete cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo adultos e crianças. De acordo com a Cerebral Palsy Foundation (CPF), a cada hora, uma criança nasce com paralisia cerebral no mundo.
Atualmente, estima-se que a doença atinja 7 a cada 1000 crianças nascidas vivas no Brasil. Este transtorno é um conjunto de desordens no desenvolvimento, movimento e na ura do indivíduo e é causado pelo desenvolvimento anormal ou por danos na camada externa do cérebro. A lesão pode ocorrer antes (pré-natal), durante (peri-natal) ou pouco depois (pós-natal) do nascimento. nbsp;
Desinformação prejudica diagnóstico
Os s sintomas podem ser detectados meses após o nascimento e a falta de informação, neste caso, pode ser crucial para determinar como será a vida daquela pessoa dali diante.
No geral, os principais sintomas são falta de coordenação muscular ao realizar movimentos voluntários, rigidez muscular, fraqueza nos membros superiores e inferiores. Em bebês, pequenos sinais como dificuldade para unir as mãos ou levá-las à boca e pernas rígidas podem caracterizar a doença. O atraso na habilidade motora também é um importante sinal a ser notado.
Tratamento adequado traz esperança e dignidade
A paralisia cerebral não tem cura, mas o tratamento adequado orientado por uma equipe multidisciplinar pode avaliar as principais necessidades daquela criança e como é possível melhorar sua qualidade de vida. E a reabilitação dá esperança a esses pacientes para normalizar suas funções motoras e também cognitivas.
Os principais tratamentos para a reabilitação nbsp;envolvem cirurgias ortopédicas e aplicação de toxina botulínica. A toxina, considerada por grandes centros tão efetiva quanto as cirurgias, se tornou uma forma menos invasiva de devolver os movimentos aos pacientes.
“Além de devolver diversos movimentos à criança, a reabilitação motora motiva o paciente durante o tratamento. Estudos recentes mostram que a independência para pequenas tarefas do seu dia a dia, como tomar banho sozinho ou se dirigir até algum lugar, ajuda na recuperação cerebral e motora”, afirma o nbsp;Prof. Dr. Samuel Ignácio Pascual-Pascual, referência mundial paralisia infantil.
Fonte: Vida