Pílula anticoncepcional: heroína ou vilã? Porquê é minha vida sem ela.
Salvadora da liberdade sexual de muitas mulheres desde os anos 1960, a pílula anticoncepcional foi herdada pelas gerações seguintes porquê a solução para quem quer resolver quando #8211; e se #8211; quer ou não filhos. Gente porquê eu, que nasceu nos anos 1980 e 1990, aceitou sem questionar e a adotou porquê a heroína anti-cólicas, espinhas e ciclos desregulados. Lembro que na escola haviam colegas com 15 anos que já eram adeptas por indicação médica.
A principal vilã combatida pela pílula era a mênstruo, aquela maldita que não permitia um belo dia de biquíni na praia sem canga, aqueles ~litros e litros~ de sangue inconveniente tornando a vida tão repugnante, isso sem falar na TPM, na pele oleosa, na retenção de líquidos.
Mas o jogo virou, veio o coletor menstrual, o feminismo, as mina falando que a tal pílula não é tão boa assim. Passamos a falar mais sobre a vagina, com esse nome mesmo, não mais a #8220;perseguida”. A verdade, meu muito, é que passou da hora de rever esse medicamento que ingerimos religiosamente todos os dias porquê se fosse a coisa certa a se fazer, enquanto fugimos da mênstruo porquê se fosse um equívoco da mãe natureza.
Não sou médica e, mesmo que fosse, não poderia transpor por aí dizendo o que você deve ou não fazer com o seu corpo, logo não estou recomendando o comportamento A ou B. Mas porquê mulher quero dividir minha experiência para que você possa saber o que me aconteceu quando parei de a tomar pílula anticoncepcional.
Tudo começou com o coletor menstrual, essa maravilha empoderadora e sustentável que o mercado escondeu de nós por tanto tempo. Comprei o , usei, amei e antes de olvidar no queima e liquefazer o pobrezinho, descobri que mênstruo não era um pouco tão ruim assim. O fluxo não é tudo aquilo que aparenta em absorventes comuns e dá para ser feliz no período menstrual na rua, na chuva, na herdade e até numa casinha de sapê. Eu fui feliz no trabalho, na piscina, na praia e até em longas viagens de avião. Aquele aperto que passei na Turquia quando precisei de esponjoso e não havia em nenhum lugar é página viradela.
Remoto o fantasma da mênstruo, comecei a perceber algumas coisas na minha saúde. Estou na lar dos 30 e comecei a sentir dor e cansaço nas pernas. A enxaqueca virou companheira e chegava a permanecer comigo por 3 dias. Quando comecei a me sentir cansada a ponto de prejudicar a vida, fui a uma endócrino e fiz vários exames. Tudo lindo e maravilhoso com os exames, comigo… não era muito assim.
Vamos inscrever o que eu tinha até cá: dor nas pernas, cansaço, enxaqueca frequente, cólicas e TPM. Também tinha um ciclo menstrual “regular” de 28 dias porque é o que durava minha cartela.
Um belo dia resolvi mudar. Parei de gastar meu rico dinheirinho com pílula e observei o que acontecia. No início senti falta de alguma coisa e até uma certa instabilidade, mas esqueci dela rapidinho. Para não me perder muito no ciclo adotei um app, o P Tracker Lite, que com base na última mênstruo calcula a ovulação e o próximo ciclo.
Depois de parar com a pílula, levou uns 3 meses até a mênstruo permanecer regulada e eu aprendi que meu ciclo não é de 28 dias e sim de 30. Foi quando eu descobri o quanto a gente muda durante a ovulação, coisa que não há porquê saber quando se toma pílula há muitos anos. E é muito lícito, recomendo! <img src="https://assuntosmulher.com.br/v1/wp-content/uploads/2016/08/7b458__1f61b.png" alt="