Quem nunca pensou fugir com o namorado?

Atriz mirim, Beatriz fugiu com o namorado, numa atitude tipicamente adolescente

 

As famílias dos jovens Beatriz Parizotto, de 14 anos, e Airton de Nunes Toledo, de 17 anos, estão vivendo um drama, desde que o casalzinho resolveu se encontrar na porta da escola dela e cair no mundo. Atriz mirim, Beatriz foi para o colégio na companhia do pai, mas, segundo as amigas, ela nem chegou a entrar. Ela foi vista com Tom (apelido de Airton) e, depois, sumiu. O casal, de acordo com Jéssica  Parizotto, irmã de Beatriz, teria se conhecido um shopping da zona leste abril deste ano. Beatriz teria falado com a família sobre a vontade de namorar Tom, mas a família não concordou. Ela pareceu concordar. Mas aí fugiu com ele.

Amor adolescente é assim mesmo: um turbilhão ocional, que leva a atitudes extremas. Quem viveu sabe. É a descoberta do outro, da vontade de passar o dia inteiro grudado, e dá uma coragem incrível de brigar com o mundo para continuar junto. Adolescentes são sanguíneos, vorazes, intensos. Eles não se acham… eles têm certeza de que são os donos do mundo. E passam longe de qualquer capacidade de avaliação de risco: acreditam que, com eles, nada vai acontecer. Proibir um relacionamento entre eles nem sempre é uma boa saída. O desejo de ficar junto, às vezes, fala mais alto do que qualquer sensatez. E eles não costumam são sensatos.

Quem nunca pensou fugir com o namorado, se livrar do controle dos pais, fazer o que der vontade, dormir e acordar com aquele carinha?

É fácil entender a atitude de Beatriz e de Tom. São só mais um casalzinho apaixonado, impedido de ficar junto. O problema é que a gente já viu tragédias horríveis por causa dessa dificuldade que os adolescentes têm ouvir “não, você não vai namorar esse garoto”. O mais apavorante, sem dúvida, foi o caso de Liana Friedenbach e Felipe Caffé, torturados e mortos por Champinha e seus comparsas. Ela mentiu para os pais, foi acampar com o namorado — que não era aceito pela família — e nenhum dos dois voltou.

Tomara que Beatriz e Tom, que barcaram um ônibus rumo a Belo Horizonte, Minas Gerais, tenham melhor sorte e possam entender que a vida pode ser mais longa do que esse rompante de paixão adolescente. Mas fica a lição para pais e jovens. Abra sempre um canal de comunicação real com seus filhos, ouça, entenda e respeite os sentimentos deles. Um “não pode  por que eu não quero”  é capaz de desencadear reações que fogem do controle. O “pode, mas vou ficar de olho”, dá muito mais trabalho. Permitir e controlar é a essência do educar, cansa, mas pode evitar essas  e outras loucuras de amor.

 

 

The Quem nunca pensou fugir com o namorado? Blog da DB.

Fonte: Blog da DB