Um ícone de tendência incomum chamado Elke Maravilha
Elke Maravilha impôs seu estilo e usou a tendência para edificar uma personagem adorável
Ela era um travecão, uma drag, ousada, lacradora. Elke Maravilha soube, porquê poucas mulheres, usar todos os códigos da tendência para inventar um personagem único, vasqueiro e assombroso. Ela teve uma relação íntima com o mundo fashion, começou a curso de padrão e manequim aos 24 anos, com o estilista Guilherme Guimarães, e trabalhou para grandes nomes nas passarelas.
Não era uma padrão qualquer. Esteve em inúmeras capas de revista e, com o tempo, foi se transformando na própria frase da tendência, estando sempre um passo avante de seu tempo. Era vanguarda, não temia críticas, transformou-se em um ícone involuntário de todos os que anseiam transpor do lugar generalidade. Com ela, não tinha essa de jeans e camiseta. Tudo era over, tudo era permitido. Ainda muito!
Em seu solene, há um prova de Elke sobre esse fenômeno, fácil de observar a qualquer um que tenha escoltado sua trajetória.
— Aos poucos, fui me impondo, mesmo porquê manequim. No início fazia um pouco o jogo, porque também sei ser chique: fazer um cabelo convencional, uma maquiagem ligeiro, etc. Mas aquilo para mim era fantasiar-me. Eu não sou aquilo! E o legítimo é que os próprios costureiros começaram a entrar no meu barato, entender o meu estilo e proposta estética e fazer roupas especiais para eu desfilar.
Elke, que faleceu nesta terça-feira (16/8), aos 71 anos, no Rio de Janeiro, deixa seu sinete na tendência pátrio. Em meio a tanta gente que leva a vida fazendo carão, ela era o carão, o cabelão, o saltão. E isso desde os anos 1970, tá?
Sua figura inusitada ganhou nomeada mesmo fora da tendência. Foi na televisão, com jurada do Programa do Chacrinha, que os brasileiros tiveram a oportunidade de se encantar com aquele mulherão travestido, uma Diva transviada, fora de qualquer padrão, com um jeito meigo que chegava a destoar daquela indivíduo imponente. Hoje, todas as suas crianças estão um pouco órfãs. Vai chegar chegando, de quer que seja, deixando aquele rastro de purpurina, porquê o que deixou na vida e na memória de seus fãs.
A tendência brasileira perde, sem incerteza, um de seus maiores símbolos. Um símbolo tão incomum quanto poderoso. E você aí achando que tem estilo…
No melhor estilo “não devo zero a ninguém”, Elke deixa sua marca também porquê ícone de tendência
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Manadeira: Blog da DB