Modismos, Cinismos e outros ismos
Estou aqui para lembrar como eram certas coisas antes de andarmos de cabeça baixa. Não por tristeza ou depressão, imagina. Mas para não perder s, comentários, mensagens, pins e bips de nossos celurares, tablets, smartphones. Não sei porque me incluí nessa. Prefiro não pesar minha cabeça, deixá-la equilíbrio geográfico-ecológico, olhando para frente, algumas vezes para os lados. Ao redor. Não sou contra, não sou chata, não gosto de escrever tantos naos, como já disse. É que atualmente o não é tão necessário… Há que se negar o que lemos e trocamos vorazmente nas redes sociais quase na mesma velocidade. Antes haviam as más línguas, as afiadas, as desocupadas, as mulheres nas janelas. Hoje, basta um click e a história estará escrita para todo o sempre. Junte a isso a impressionante falta de vontade de aprender e apurar os fatos da esmagadora maioria de usuários de redes sociais, e teremos uma verdade mentirosa – ou não – nas das sem fio do universo.
Cápsulas do Tempo
Pois, falando universo, um adendo: antes era notícia gloriosa a inserção de chips e arquivos com a história do ser humano naves, satélites e outros servidores espaciais. Just in case… vai que caísse num planeta habitado. Vai que os habitantes enxergassem como nós, ouvissem como nós, deduzissem como nós, bora verdes , olhudos com a caixa craniana cônica?
Quando vejo a velocidade dos dedos digitando sem parar, penso que os extra-terrestres, terrenos e afins, teriam muita preguiça para tudo isso.
Voltemos:
Essa integração tecnológica mudou nossa cultura. Sem querer fazer propaganda de sabonete, expressões e gírias mudam com o tempo, e se um pão era um cara gato e lindo, o CDF virou Nerd. O cientista, O estilista, fashionist.
Até aí tudo bem, não me incomoda o anglicismo nem adaptações; se não resolvessem mudar ou acrescentar mais expressões a todo o instante. Dá nervoso. Não é impossível, mas é difícil de acompanhar. Falamos a mesma língua e usamos o mesmo equipamento nos trabalhos e diálogos e todo o resto. Precisa mudar tanto? Até outro dia, ser Nerd era pejorativo. Geek, talvez mais sociável, mas igualmente pejorativo (pesquisem a origem do termo, era bastante pejorativo). Algumas pessoas de geração mais nova que a minha preferem deixar pra lá logo. Eu vou atrás sempre porque me interessa, porque gosto de saber. Mas é uma chatice. Necessária chatice que dá um certo Geek-Geek nervoso... Kid Vinil entenderá.
Beijos e ademã.
Fonte: Carmen Farão

