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Alerta para perigos da HBP no Dia do Homem

A maioria dos homens não costuma ir ao urologista e ao cardiologista com regularidade. Também desconhecem os sintomas da andropausa, enquanto poucos ouviram falar sobre a reposição hormonal masculina com testosterona.

Poucos sabem avaliar qual a medida ideal da circunferência abdominal para evitar problemas de saúde. O mesmo nível de desinformação eles possuem relação ao aumento benigno do órgão (que pode causar dificuldade para urinar) e que é preciso buscar tratamento.

A Sociedade Brasileira de Urologia aproveita o Dia do Homem, 15 de julho, para alertar sobre a alta incidência à hiperplasia benigna da próstata (HBP) que se dá a partir dos 40 anos. Segundo estudos mundiais, a doença pode atingir cerca de 75% da população masculina aos 70-75 anos.

"Não se deve acreditar que é normal com a idade ter dificuldade para urinar e é preciso conviver com isso", ressalta o presidente da SBU, o urologista mineiro Carlos Corradi.

Atenção aos sintomas

O aumento benigno do órgão pode não apresentar sintomas, mas metade dos homens percebe o problema a partir dos 60 na hora de urinar. Como a uretra passa pela próstata, seu crescimento anormal pode fechar ou estreitar o canal por de passa a urina.

Os sintomas frequentes são: diminuição do calibre e da força do jato urinário; urinar com mais frequência; levantar à noite para urinar (noctúria); sensação de que não esvaziou completamente a bexiga; gotejamento pós-miccional aumentado; urgência miccional; e urgência-incontinência urinária.

"Ao sentir um dos sinais, o homem deve procurar o urologista para determinar a causa. Além da HBP, outros problemas podem causar esses sintomas como os neurológicos, assim como infecções urinárias, prostatite, estenose uretral, tumores da próstata e da bexiga, cálculos urinários".

Como tratar

Quando há poucos sintomas, não se faz tratamento. Mas, se forem moderados e incomodar, são usadas drogas (alfabloqueadores), que relaxam a uretra ou que reduzem o tamanho da próstata (ex: a finasterida, ou associam-se os dois).

Foi lançada a associação de uma droga para relaxar a bexiga (reduz a necessidade de urinar com frequência, de levantar à noite, a urgência miccional e a incontinência urinária) com outro que relaxa a compressão da próstata com a uretra.

FIQUE POR DENTRO

Cirurgia de HBP não causa disfunção erétil

Caso não ocorra uma melhora após o uso da medicação ou casos mais graves, é preciso fazer cirurgia. quot;A principal cirurgia é a ressecção endoscópica da próstata, que é o padrão ouro da cirurgia. Outros tratamentos cirúrgicos são a cirurgia aberta próstatas muito grandes, a cirurgia a laser, a vaporização da próstata e outros métodos ainda experimentais que não têm seguimento de estudo longo prazo".

Dr. Carlos Corradi ressalta que a cirurgia não causa disfunção erétil. quot;Ela pode gerar a ejaculação retrógrada, isto é, quando ocorre a ejaculação, o esperma pode voltar para a bexiga e não ser expelido", explica.

O grande problema de não se tratar a HBP é a piora da função da bexiga, o que pode trazer grandes problemas à micção ao levar à retenção urinária aguda, que é uma ergência, com o paciente relatando grande dor, por não conseguir urinar.

"Outros problemas são as infecções urinárias, que podem evoluir até para uma septicemia, formação de cálculos na bexiga, sangramentos e podendo chegar a casos graves como insuficiência renal aguda ou crônica", salienta o presidente da SBU, Dr. Carlos Corradi.

Fonte: Vida

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