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Cresce o número de diagnósticos de demência

Cada pessoa possuim um ritmo diferente de envelhecimento cerebral. Rápido ou lento, o fato é que o problema é inevitável e acontece qualquer fase da vida. Segundo a dra. Sonia Brucki, coordenadora do Departamento Científico de Neurologia cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), quanto mais estimulado o cérebro for, mais tarde será este envelhecimento. “Quanto mais o cérebro sofre estímulos intelectuais, mais tardiamente perderá suas conexões. isso, colocamos dentro do grupo de risco, pessoas com baixa escolaridade”, afirma.
 
Uma das causas que podem prejudicar e acelerar este envelhecimento são fatores complicantes como como traumatismo craniano e o AVC. Problemas como diabetes, hipertireoidismo e deficiência de vitamina B12, por exemplo, além de doenças sistêmicas, como insuficiência renal, também são fatores que contribuem para o desenvolvimento de demência. isso, esses quadros requerem diagnósticos e tratamentos adequados para evitar complicações.
 
Segundo a OMS, até 2030, teremos 75,7 milhões de pessoas com algum tipo de demência. Atualmente, a cada quatro segundos, um novo caso é detectado. Em idosos, as doenças degenerativas mais comuns são o Alzheimer e a Demência com Corpos de Lewy.
 
O Corpos de Lewy é um mal menos frequente que o Alzheimer e acontece quando os chamados corpos de Lewy são depositados nas célular nervosas, o que contribui para o envelhecimento destas células.
 
Os três principais sintomas da doença são alucinações visuais, tremor e rigidez, semelhantes ao do Parkinson, e flutuação do estado mental, alternando entre lucidez e confusão. A identificação do Corpos de Lewy é feita por exclusão, pois as estruturas que causam o distúrbio só podem ser vistas análise do tecido cerebral, após a morte. Essa patologia também leva a total dependência e a expectativa de vida após o aparecimento dos s sintomas é de 7 anos.
 
Já o Alzheimer acomete cerca de 15 milhões de pessoas só no Brasil. A doença afeta, inicialmente, a memória recente e provoca problemas nas funções intelectuais, como a capacidade de trabalhar e de exercer atividades rotineiras. “Em casos mais graves, o paciente é totalmente dependente, precisando de ajuda atividades simples diárias, como alimentar-se, vestir-se e higienizar-se”, explica dra. Sônia Brucki.
 
O Alzheimer é responsável por 60% das demências idosos. O tratamento medicamentosos ajuda a amenizar os sintomas da doença, porém métodos alternativos, como como terapias ocupacionais, fisioterapia e fonoaudiologia também são bem-vindas para auxiliar no bem-estar do paciente.
 
Manter a mente ativa ainda é uma das principais formas de prevenir doenças como o Alzheimer e o Corpos de Lewy. nbsp;“Ler, conversar, praticar exercícios físicos, dieta balanceada, tratamento de doenças sistêmicas e preservação da vida social são fatores que retardam o envelhecimento cognitivo”, conclui.
 
 
 
 
 
 

Fonte: Vida

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