Acolher com atenção, cuidado e carinho é fundamental para promover um tratamento mais humanizado. Sendo assim, o foco das equipes de saúde não deve se restringir a tratar a doença integral, mas também o paciente si, com suas singularidades e subjetividades.
>Cada paciente reage diferente à anestesia
Tal conduta é comprovadamente eficaz para fomentar a relação médico-paciente e promover um atendimento humano a quem se encontra numa fila de espera para ser submetido a uma cirurgia.
Normalmente, cercados de medos e tensões, os pacientes no pré e no pós-operatório necessitam desse acompanhamento diferenciado, sendo a presença do anestesiologista vital para tranquilizar e esclarecer possíveis dúvidas sobre todas as etapas do procedimento cirúrgico, a começar pela anestesia.
Intervenção que acalma
O medo da anestesia é frequente já que, no passado, as técnicas e medicamentos anestésicos promoviam muitas alterações na fisiologia do organismo, aumentando o risco de eventos graves e até o óbito durante o ato cirúrgico.
No entanto, hoje, apesar da evolução e segurança nas técnicas aplicadas, os pacientes continuam temendo o processo anestésico, ao passo que a desinformação acerca do tema potencializa esse temor. quot;Existe também, segundo alguns psicanalistas, o medo de muitas pessoas de dormir e não acordar, de ficar só, afastado dos seus, que acontece muitas crianças e que pode ser evocado por pessoas de todas as idades frente ao procedimento anestésico", afirma a anestesiologista e especialista Terapia de Dor pela Associação Médica Brasileira, Dra. Josenília Maria Alves Gomes.
É fato que a tranquilidade e a confiança do paciente contribuem para que o ato anestésico transcorra a contento, uma vez que reduz a liberação de substâncias como a adrenalina (relacionada ao estresse), que podem promover alterações a exemplo do aumento da pressão arterial que, por sua vez, eleva o risco de problemas cardiovasculares durante a cirurgia, complementa a médica, que também é professora adjunta do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e orientadora da Liga de Anestesiologia e Dor (Liad) desde 2013.
Ao levar consideração esses fatores de tensão, ‘os acadêmicos do Liad realizam o acompanhamento dos pacientes da ala cirúrgica do Hospital Universitário Walter Cantídio por meio do projeto quot;Vou me operar, vou tranquilo!".
Segundo a médica, o aluno é orientado quanto aos procedimentos que cercam os atos cirúrgicos para, assim, esclarecer sobre as dúvidas mais frequentes dos pacientes.
Fonte: Vida

