Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência.

Artigos,

Os come-some, a maldição dos apps de relacionamento

13895306 1181902301830582 3367134186605779738 n Os come some, a maldição dos apps de relacionamento

Até o PokémonGo sugere pokestop em sex shop, mas segurar o tchan que é bom, ninguém quer

 

Que tempos malditos para se estar avulso. As pessoas, definitivamente, desaprenderam coisas básicas sobre relacionamentos. Existe uma batalha sendo travada para ver quem é que se envolve menos com o outro, quem dá menos bola, quem é mais durão e segura mais a da de não demonstrar qualquer tipo de interesse, afeto, desejo, tesão, seja lá o que for.

Os aplicativos de paquera, a meu ver, estão ajudando a tornar essa realidade ainda mais nefasta. Naquelas vitrines de carne nova que são os Tinder e os Happn da vida, é fácil escolher a picanha mais suculenta para a próxima refeição. E, como diriam os sábios, quando vou comer uma picanha, não pergunto se ela está apaixonada por mim. O que interessa é o que se mostra, e o se vê. Só casca, nada de recheio. Não precisa de tempero. Come-se mesmo assim, ainda que a indigestão seja inevitável.

Ficou simples demais arrumar gente para um petisco na madrugada. É rápido e eficiente. ém…  O que se vê em seguida é deprimente para qualquer criatura habituada ao mínimo de respeito ao próximo. Ainda que o menu tenha sido dos melhores, e todos os envolvidos tenham aquele desejo secreto de repetir, impõe-se a conduta do come-some.

E começa aquela história ridícula de ninguém dar o braço a torcer. Pior: quem se arrisca a mandar uma mensagem corre o risco de causar pânico. Falou oi, já quer casar. Será que é tão difícil manter um diálogo? Bate papo configura relacionamento sério? Que diabos está acontecendo com as pessoas?

Nesse processo de ver quem é o mais eficiente nesse esconde-esconde, perdem todos. Ninguém avança a uma amizade, uma troca, um afeto, um nada. E ficam todos ali, caçando pokémons de carne e osso, mas sem alma. Aplicativos para achar monstros no seu caminho já existem vários… e o susto pode ser fatal.

Nada contra o sexo casual e suas implicações naturais. Mas esse pavor de conversar, de conhecer, de saber do outro, é de uma burrice sem limites. Vão todos ficar aí, brigando para ver quem será “fraco” o suficiente para mandar o bom dia, cronometrando o tempo de resposta, usando emojis em detrimento das palavras, e morrerão todos sem ter vivido o melhor da vida, daí sim, caçando só Pokémons mesmo.

 

 

 

The Os come-some, a maldição dos apps de relacionamento Blog da DB.

Fonte: Blog da DB

Sem Comentarios