Enquanto nas gravações soterradas na neve o que se ouve são a inércia e os gritos finais dos passageiros, na caixa preta do afeto o cenário é diferente. Brados, sim, mas de apego, estampidos não de diesel, e sim de adoração, sussurros desesperados de pânico e paixão. O medo da perda e da solidão. Que loucura, o quê. Foi, na verdade, o amor quem jogou o avião no chão. Foi abandonado no altar, o moço, dizem as notícias. E é então quando não mais importam as montanhas de atestados que se encontrem. Que vasculhem gavetas, pastas, memórias rígidas. Que se ...
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