
Ensaiei muitas vezes esse . Escrevi, apaguei, escrevi de novo, apaguei de novo e por término estou cá. Com uma coragem que até logo me faltava. Com uma serenidade que até logo não existia. Continua não sendo fácil, mas já não é tão doloroso porquê antes.
Meu relacionamento chegou ao término e isso já somam 3 meses. Demorei para narrar por que precisava de um hiato. Foram 6 anos juntos. Mas agora sigo sozinha. Não vou entrar em detalhes por motivos de preservação, mas acho que devia uma satisfação para vocês que cá acompanharam partes da nossa trajetória porquê por exemplo, quando decidimos morar juntos. Não digo que não deu manifesto. Deu manifesto sim por um longo tempo…
Aprendi muitas coisas.. Anos de ensinamentos. Mas, se for para falar em maduração e incremento pessoal, posso manifestar que esses últimos três meses foram muito mais significativos em minha vida. Não procurei estar só, mas nesse momento aprendi que posso ser feliz estando nessa exigência. Considerar minha própria cia a qualquer hora do dia. Andejar pela lar vazia e me sentir preenchida por uma silêncio que até logo eu não sabia que pudesse subsistir.
Enfim mulher. Dona de mim. Do meu corpo e da minha mente. Talvez com algumas reservas, mas nenhum ressentimento. Talvez uma saudade, mas nenhum remorso.
Estou muito. Esperando o melhor da vida. Desejando o melhor da vida para ele também. Agradecendo a Deus por essa oportunidade de aprendizagem e recomeço. Agradeço a ele também pelo tanto que contribuímos enquanto estávamos caminhando lado a lado. E que, embora a estrada esteja nos conduzindo para destinos diferentes, há de permanecer as memórias, o reverência pelo caminho já traçado e um carinho que não morrerá nunca.
É isso.
Um novo livro começa.
ps: Esse foi devotado à todas as pessoas que me acompanham, cá e nas redes sociais, e que me cobravam de forma muito respeitosa um posicionamento já que o ritmo de tudo ficou muito escasso. Agora vocês podem entender o motivo. Realmente foi necessário. Obrigada pela compreensão mesmo sem saberem o por que da minha inconstância por cá.
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Manancial: Joyce

