Daquilo que se sabe…
Taurina teimosa, a despeito de tantos conselhos e alertas para a não-exposição da figura, cá está a desenrolar o novelo do pensamento, colocando na mesa as questões mutatis-mutandi, persistindo na mais pura insígnea da teimosia.
Difícil é falar fácil. Se fazer entender, comunicar.
Existe coisa mais fácil de assimilar que os sinais que a vida nos manda a todo o momento? A vida, energia, o “segredo”, as estranhas coincidências que aquele “por um segundo” vivenciados todos os dias?
Todos os dias recebemos sinais.
Mandamos e recebemos mensagens em garrafas o tempo todo. Nas redes sociais, os tais “sinais” viram escancaro, pedidos de socorro e declaração de revolta explícita. Se Roberto Carlos queria ter um milhão de amigos pra poder cantar mais forte, os internáuticos do século querem todos de cada canto do mundo para seu bel prazer e só. Likes e views. Monetizar. A comunicação nunca esteve tão democrática. E ninguém quer mudar o mundo. Vivemos a era das celebridades que reinventamos. Criamos e deixamos de lado. Sem glamour ou mistério. Milhões de participações interativas desavisadas, buscam o quê? Pessoas comuns que querem se divertir e dividir… dividir?
Todos os dias uma nova agem, um novo capítulo, um café mal passado, um sorriso ao lado, uma música e lembrança. segurança uns preferem a não exposição. Outros, não tem ou não querem guardar pra si e seu nicho o que poderiam e podem partilhar, ensinar e aí sim, dividir.
Precisamos parar de julgar
e exigir o que se quer. “Engenheiro de obra pronta” é a profissão mais em alta desde nesses tempos. Não tenha medo de expor seu ponto de vista. Precisamos dele. Não tenha medo de errar uma frase, compreenderemos – dependendo da situação – o teor do engano. Não nos prive do que você é ou pretende ser. Não recue diante de alguém que aparentemente é mais “culto” que você. Deixe sua opinião, faça sua diferença. Seja um “autor” ou uma “autora” da vida, não apenas “sinaleiros”. E, principalmente, abra sua mente. Perceba outros pontos de vista, compare-se, entregue-se. Cuide-se. Fundamentalmente, cuide-se. Só faça se for para o seu bem, porque ele há de tocar outros e impregnar a sensação de que é possível ser. Não mais uma grande obra, nem tanto a diferença que o mundo nem espera mais.
Exerça seus sinais
Acredite, não tem mal gostar do que gosta. De “música velha”, de joguinhos ou s de relacionamentos. Goste do que gosta. Traga para a superfícies o que espera quando sinaliza para o mundo. Aos poucos. Esse festival de horror que lemos, vemos, ouvimos e absorvemos só é possível porque estamos tecnologicamente democráticos. Vamos usar isso para o nosso bem. Com força e com vontade, antes que seja tarde.
Fonte: Carmen Farão
